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Postado em 12 de Janeiro às 09h10

Crise de escassez de milho não se repetirá em 2017

Notícias do Setor (136)

Milho suficiente e a preços compatíveis para agroindústrias da carne e para os produtores rurais garante tranquilidade ao agronegócio de SC em 2017

O mercado agrícola catarinense não viverá, neste ano, o drama da escassez acentuada de milho e o encarecimento da produção de carnes que, em 2016, derrubou a rentabilidade das indústrias de processamento de aves e de suínos. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, assinala que o Brasil colherá cerca de 90 milhões de toneladas do grão (30 milhões na safra e 60 milhões na safrinha) para um consumo interno de 55 milhões de toneladas.

Na safra 2015/2016, vários fatores contribuíram para o aumento acelerado do preço do milho no Brasil: quebra na produção superior a 10% desencadeada por fatores climáticos (fenômeno El Niño) e o crescimento da exportação. A saca de 60 kg chegou a registrar 65% de aumento.

Um terceiro fator foi a migração para a soja, um produto com grande liquidez no mercado de commodities, menor custo de produção e melhor remuneração final aos agricultores. Enquanto a saca de milho valia entre 35 e 40 reais, a de soja valia 70 reais. Além disso, 40% do milho que SC produz se destinam a silagem, portanto, não sai da propriedade e é utilizado na nutrição animal do gado leiteiro.

Neste ano, o mercado mundial encontra-se com grandes estoques em face da excelente safra norteamericana de 380 milhões de toneladas. O chamado “estoque de passagem” no fim de ano - 210 milhões de toneladas – foi um dos maiores da história.

“Com tanto milho no mundo, as exportações brasileiras serão menores”, prevê Pedrozo. “Portanto, teremos milho farto e a preços acessíveis no mercado doméstico”.

O dirigente, entretanto, alerta que se por um lado as agroindústrias da carne não serão atormentadas pela falta de milho, por outro lado, é necessário assegurar preços que remunerem adequadamente o produtor. Se isso não ocorrer, a gangorra da alternância entre escassez e alta oferta se repetirá. O preço atual (R$ 32,00) ainda é compensador.

O problema é histórico: em 2005, 106 mil produtores rurais catarinenses cultivavam 800 mil hectares com milho e colhiam entre 3,8 e 4 milhões de toneladas. Nesses dez anos, a área plantada foi se reduzindo paulatinamente. Em 2015/2016, foram cultivados 372 mil hectares de lavouras para uma produção estimada em 2,7 milhões de toneladas. Por isso, Santa Catarina é o Estado brasileiro que mais importa milho - entre 3 milhões e 3,5 milhões de toneladas/ano.

O milho é um dos principais insumos para o funcionamento da gigantesca cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura que sustenta o mais avançado parque agroindustrial do Brasil. Essa fabulosa estrutura gera uma riqueza econômica de mais de 1 bilhão de aves e 12 milhões de suínos por ano, sustenta mais de 150 mil empregos diretos e indiretos e gera bilhões de reais em movimento econômico.

Fonte: Marcos Bedin - MB Comunicação


Postado em 10 de Janeiro às 16h32

Nota de repúdio: Quem denigre a imagem do agronegócio não conhece sua importância

Notícias do Setor (136)

“Quem denigre a imagem do agronegócio não conhece sua importância para a produção de alimentos”. Com esta frase, a Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMRA) inicia sua nota de repúdio contra trecho do samba-enredo deste ano de uma escola de samba do Rio de Janeiro. No texto, enviado na segunda-feira (9) à imprensa e divulgado no site da entidade, a ABMRA revela mais detalhes e expõe os argumentos e números em defesa do agronegócio:

“A Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMRA), entidade de comunicação do agronegócio, repudia a forma como a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense apresentará o seu enredo ‘Xingu, o Clamor da Floresta’ no carnaval carioca deste ano. O samba-enredo exalta o povo xingu mas critica o agronegócio. Além disso, prevê a apresentação de uma ala chamada ‘Fazendeiros e seus Agrotóxicos’. Essa iniciativa denigre a imagem do setor produtivo agropecuário, já que generaliza de forma depreciativa um segmento tão importante para a economia do país.

Não se está com esta nota de repúdio diminuindo a importância de questões indígenas, que devem ser no sentido de preservar suas reservas, sua história e suas tradições. No entanto, não se pode culpar o setor agro e, de forma generalizada, como pretende a escola de samba, mostrando ainda essa distorção para o mundo todo.

A agricultura ocupa apenas 7,5% da área do Brasil, onde produz mais de 200 milhões de toneladas de alimentos. Quando se considera o uso por área e por cultura, o volume de agroquímicos consumidos, que são os “remédios para as plantas”, é consideravelmente baixo para um país de clima tropical. Além disso, sem os agroquímicos, a produção de alimentos no Brasil cairia para a metade.

Vale destacar também que o Brasil é, entre os países de maior importância agrícola, aquele que mais preserva suas matas originais. As matas nativas representam 65% do território brasileiro, ou mais de 500 milhões de hectares. Por sua vez, as reservas indígenas representam mais de 11,6% ou quase 100 milhões de hectares.

Dessa forma, como uma associação que busca a valorização do agro brasileiro, a ABMRA coloca-se de forma veemente contrária às inverdades e generalizações trazidas pela referida escola de samba e se põe à disposição para o esclarecimento e o debate de temas relevantes sobre o agronegócio, o mais importante setor econômico do país.”

Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMRA)

Fonte: Carnetec


Postado em 23 de Dezembro de 2016 às 08h10

Novos frigoríficos são autorizados a exportar carnes suína e de frango para Cingapura

Notícias do Setor (136)

Por Editores de CarneTec Brasil em 22/12/2016

A Agri-Food & Veterinary Authority (AVA), autoridade sanitária de Cingapura, autorizou nesta semana quatro novas unidades frigoríficas produtoras de carne de frango e uma de carne suína do Brasil a exportar para a cidade-estado asiática.

No caso de aves, são três plantas do Paraná (duas da JBS e uma da Frangos Pioneiro) e uma de Minas Gerais (Vibra Alimentos). De suínos, a unidade recém-habilitada está localizada no Rio Grande do Sul (Cooperativa Languiru).

As novas autorizações se somam a outras 44 plantas frigoríficas de aves e 23 de suínos que já estavam habilitadas para os embarques de produtos congelados.

Cingapura está entre os dez maiores importadores de carne de frango do Brasil. Para lá, foram exportadas 89 mil toneladas entre janeiro e novembro deste ano, volume que superou em 20,68% as vendas efetivadas no mesmo período do ano passado.

Para o setor de suínos, o mercado tem peso ainda maior: é o quarto principal destino das vendas brasileiras, responsável pelos embarques de 30,1 mil toneladas do produto brasileiro entre janeiro e novembro, desempenho 19% superior ao total embarcado nos 11 primeiros meses de 2015.

“As novas plantas habilitadas deverão reforçar a presença das exportações de aves e suínos do Brasil no Sudeste Asiático, o que será primordial para incrementar os resultados dos embarques de 2017”, disse Francisco Turra, presidente executivo da ABPA.

Fonte: Carnetec


Postado em 21 de Dezembro de 2016 às 09h39

Produção de Frangos

Notícias do Setor (136)

Por Editores de CarneTec Brasil em 19/12/2016

Para atender à contínua demanda pela carne de aves, principalmente em época de festas, o Paraná, maior produtor e exportador do Brasil, já abateu 1,61 bilhão de cabeças de frango até novembro de 2016. O valor é aproximadamente 5% superior ao mesmo período do ano passado, quando 1,53 bilhão de aves foram abatidas, apontam dados do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

Responsável por abastecer mais de 160 países, os embarques da carne de frango do Paraná também apresentaram um crescimento em torno de 5%, conforme levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Ao todo 1,43 milhão de toneladas foram exportadas pelo estado até novembro deste ano, enquanto nos 11 primeiros meses de 2015 o resultado foi de 1,35 milhão de toneladas. Com esses números, o estado responde por mais de 35% das exportações totais da carne de frango do país.

Formam o ranking dos cinco maiores importadores: Arábia Saudita, China, África do Sul, Emirados Árabes e Japão. Entre os motivos que permitem atender tantos países e culturas em todo o mundo, o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, destacou em nota a qualidade e a sanidade do frango produzido no estado. “É o nosso ponto mais forte, eu acredito. As empresas paranaenses têm muita responsabilidade em relação a esses fatores. Todo o processo produtivo passa por alto grau de controle e exigência”, afirmou.

Fonte: Carnetec
http://carnetec.com.br/Industry/News/Details/70598?allowguest=true


Postado em 03 de Novembro de 2016 às 19h42

Mundo quer mais frango! Produção deve crescer em 2017 e Brasil sai na frente

Notícias do Setor (136)

As previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) demonstram uma expansão global no consumo de carne de frango em 2017. Segundo os pesquisadores, a estimativa é de aumento de ao menos 1% na produção global.

E o Brasil, segundo a pesquisa, terá forte participação nesse crescimento. A estimativa é que haja um incremento de 3,5% na produção local. A queda na produção chinesa em cerca de 10% abrirá ainda mais espaço para os produtores brasileiros e americanos em embarques internacionais, segundo o estudo.

A pesquisa completa pode ser conferida no arquivo abaixo.

Queda da carne bovina em outubro

Já a demanda de carne bovina caiu em outubro em comparação com o mesmo período do ano passado. O mercado apresentou retração de 23,2% nas exportações, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Foram exportadas cerca de 83 mil toneladas de carne bovina in natura. O número também é 10% inferior aos envios do mês setembro.

Segundo especialistas da Scot Consultoria, mesmo com advento do final do ano, época de entrada do décimo terceiro na economia, ainda não há sinais de grande evolução no consumo de carne bovina.

Assista a análise.


Postado em 01 de Novembro de 2016 às 09h37

Maria Antônia: uma vida dedicada ao fortalecimento da indústria da carne

Notícias do Setor (136)Releases da Feira (1)

SINDICARNES APOIA EXPOMEAT

Não basta para algumas pessoas estudar, trabalhar, desenvolver uma carreira profissional, empreender. É preciso mais. A empresária e jornalista Maria Antônia Siqueira Ferreira, mãe, avó e artista plástica, é uma dessas pessoas que carregam algo a mais em sua missão na Terra: ela é uma das maiores responsáveis por aproximar as pessoas dentro do setor da carne. Por meio de suas revistas, feiras e eventos, um sem-número de relacionamentos doi estabeleciido no mercado, tecnologias foram incorporadas a indústria de todos os portes, ajudando em seu desenvolvimento, laços profissionais e também de amizade foram criados.