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Postado em 06 de Fevereiro de 2017 às 09h30

Governo vai procurar JBS ou ‘outro grupo’ para reabrir frigorífico em MS

Mais de 200 trabalhadores já foram demitidos

Um dia após o fechamento do frigorífico do grupo JBS no município de Coxim, prefeitos de municípios da região norte que temem fechamento de mais postos de empregos, procuraram apoio na Assembleia Legislativa e ouviram de representantes do governo promessa de que o local não deverá permanecer fechado.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, a gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), vai procurar a direção da JBS para tentar uma solução para o problema alegado pela empresa para o fechamento da planta. Caso, a multinacional se negue a reabrir a unidade, outro grupo será procurado para assumir a planta.

“Temos matéria prima de qualidade, mão de obra qualificada e logística. O que aconteceu foi uma desavença sobre valor do arrendamento, mas estamos vendo a disposição e a rapidez do governo em intervir e solucionar”, explicou o prefeito de Coxim, Aluísio São José (PSB), que participou do encontro com o prefeito de Sonora, Enelto Ramos (PMDB).

Anfitrião do encontro, o presidente da Assembleia, deputado Junior Mochi (PMDB), revelou que conversou com o vice-presidente da JBS, Marcelo Zanata, que lhe explicou sobre uma divergência para renovação do arrendamento com o Grupo Margem, que é proprietário da planta, além de outros problemas de ordem trabalhista que inviabilizaram a continuidade da JBS frente àquela unidade.

São José afirma que o frigorífico, que empregava 210 pessoas, todas demitidas, era a maior empresa da cidade, e que abatia cerca de 400 cabeças de gado por dia e era o único em operação na região Norte.

“Temos quatro meses em que os funcionários receberão o seguro-desemprego, nesse período vamos agir para reabrir o frigorífico, com a própria JBS ou com outra empresa”, disse Mochi.

Verruck revelou que o próprio governador Reinaldo Azambuja vai procurar a presidência da JBS, para tentar reverter a decisão, e pode, inclusive, ampliar benefícios fiscais à empresa. A Prefeitura de Coxim também se comprometeu um pedido do grupo, de ativar uma linha de ônibus para trabalhadores do frigorífico.

A JBS, explicou a assessoria de Mochi, reclamava que não havia transporte público para seus trabalhadores, e com isso precisava bancar custos com jornada de trabalho do funcionário considerando o trajeto de casa para o trabalho e vice-versa.

O presidente da Assembleia também solicitou ao secretário de meio ambiente, uma reunião na próxima semana, quarta-feira (8), para debater um projeto que prevê implantação de um confinamento para até 45 mil cabeças de gado em Coxim e uma indústria de ração. Mochi também vai solicitar a pavimentação de um trecho de 2,5 quilômetros que dá acesso ao confinamento e contempla várias outras empresas instaladas na localidade, entre as quais um pequeno frigorífico e um laticínio. 

Fonte: Ludyney Moura - Midiamax

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