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Postado em 25 de Agosto às 13h55

Agroindústria poderá crescer 7,4% ainda este ano

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EXPOMEAT 2022 - lll Feira Internacional da Indústria de Processamento de Proteína Animal e Vegetal O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da...

O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a subir em junho e, diante de uma recuperação que ganhou força no quarto trimestre do ano passado, motivou uma revisão para melhor das expectativas para o segmento em 2021 como um todo.

PIMAgro

Segundo o FGV Agro, o indicador registrou variação positiva de 2,8% em junho, sustentado pelo grupo de produtos não-alimentícios, cuja alta foi de 16,3%. No segmento de produtos alimentícios e bebidas houve nova queda, de 6,8%. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

Embora tenha sido o menor avanço desde fevereiro - em relação a maio deste ano, houve recuo -, o FGV Agro passou a estimar alta entre 3,2% e 7,4% do PIMAgro no acumulado de 2021, ante intervalo de 1,6% a 6,8% traçado inicialmente. No primeiro semestre, o avanço foi de 6,9% em relação a igual intervalo de 2020, determinado pelo segmento de produtos não-alimentícios (alta de 18,8%). Na área de alimentos e bebidas, a variação foi negativa (2,5%).

Os analistas do centro ressalvam que há uma “herança estatística” que deve ser considerada na equação. Isso porque, com a pandemia, o indicador desabou durante diversos meses. “Mesmo que a agroindústria não ampliasse efetivamente sua produção neste ano, o setor apresentaria uma taxa de crescimento positiva”, avaliaram.

No primeiro semestre, quase todas as áreas analisadas do grupo de produtos não-alimentícios registraram recuperação. A maior foi a da borracha (39,5%), seguida por têxteis (34,6%), insumos (21,1%) e florestais (8,8%). Apenas o índice dos biocombustíveis recuou, 6,8%. No caso dos produtos alimentícios e bebidas, houve queda de 5,7% e avanço de 11,4%, respectivamente.

“O segmento de produtos alimentícios e bebidas deverá apresentar relativa estabilidade em 2021 em relação ao ano anterior. O crescimento não deverá ser tão expressivo porque o segmento cresceu de forma robusta em 2020 (3,3%) - logo, a base de comparação é larga”, afirma o FGV Agro em sua análise. No segmento de produtos não-alimentícios, o avanço previsto para este ano é de 7,6% a 14,1%.

Fonte: Avicultura Industrial

 

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