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Postado em 06 de Novembro às 14h13

Os diversos mercados consumidores para a carne bovina brasileira

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 A grande preocupação da cadeia produtiva da carne bovina brasileira nos últimos tempos está diretamente ligada aos custos. Com margens cada vez mais apertadas, é normal que o setor se preocupe em...

A grande preocupação da cadeia produtiva da carne bovina brasileira nos últimos tempos está diretamente ligada aos custos. Com margens cada vez mais apertadas, é normal que o setor se preocupe em reduzir os gastos. Isso é fato. Mas antes de pensarmos em custos, precisamos analisar o mercado que estamos buscando atingir.

Em muitos casos, precisamos investir mais para podermos lucrar mais, ou seja, aumentarmos os custos operacionais para comercializar nossa carne bovina com maior valor agregado. Outra situação que também é fato, quando o assunto é produção de carne bovina, é que nem sempre que reduzimos custos, estamos conseguindo melhorar as margens de lucro da empresa. E isso pode ser explicado com uma análise direta de mercado.

A carne bovina in natura brasileira, segundo estudos, pode dominar 50% do mercado externo até 2020. Mas para que isso aconteça, precisamos mudar o modelo atual de gestão que administra os recursos e os interesses disponíveis para a cadeia produtiva da carne bovina. Mas voltando para o assunto 'mercado', como todos sabem, 80% do que produzimos fica no Brasil e apenas 20% vai para o mercado externo. Mas por incrível que pareça, na minha opinião, temos o mercado interno como o mais desafiador para as empresas e para a carne bovina brasileira.

O consumo de carne bovina no Brasil mudou, e a cadeia produtiva desta carne precisa realmente entender esta mudança. O mercado da carne bovina hoje no Brasil está cada vez mais distinto e exigente. Na realidade, não consigo enxergar no consumidor do mercado externo uma exigência ou um paladar mais refinado do que o consumidor de carne bovina brasileiro. E é aí que o setor produtivo (pecuaristas e frigoríficos) precisa estar atento.

Mas quando traçamos uma linha imaginária na horizontal para visualizarmos a cadeia produtiva da carne bovina, podemos constatar que são os frigoríficos que podem fazer com que todo esse entendimento sobre o consumidor seja absorvido e repassado ao pecuarista, para que possamos ter, além da transformação bem-feita, animais com melhor acabamento quando encaminhados para o abate.

Como costumo dizer, existe um mercado para cada tipo de carne bovina. Não podemos afirmar que esse ou aquele corte é o preferencial do consumidor brasileiro, porque existem predomínios e preferências diferentes em cada estado brasileiro. Por isso, os frigoríficos precisam buscar definir seu cliente-alvo, entender suas exigências, transformar esta informação de forma objetiva e simples e buscar dentro destas características a melhor matéria-prima para o seu negócio.

O produto que está conseguindo um lugar com maior destaque junto ao consumidor nacional são os produtos denominados 'especiais'. Mesmo com um consumo ainda pequeno quando comparado com as demais produções (grill, churrasco, corte sem gordura, etc.), os produtos especiais estão conseguindo ter um maior valor agregado na hora da comercialização.

Independentemente do produto que será denominado como principal pela empresa, o que precisamos ter em mente é que os dois setores responsáveis pela produção de carne bovina, pecuaristas e frigoríficos, precisam não só entender como também dominar todas as etapas do processo produtivo que compõem suas operações. Trabalhando dessa forma, com mais integração, vamos conseguir diminuir os riscos sobre os investimentos errados, podendo produzir uma carne bovina com mais rendimento, qualidade e lucratividade.

Expomeat 2017 Celso Ricardo Cougo Ferreira é consultor em gestão empresarial e habilitação de empresas para o mercado de exportação. Gaúcho de Bagé, possui sólida carreira de...


Celso Ricardo Cougo Ferreira
é consultor em gestão empresarial e habilitação de empresas para o mercado de exportação. Gaúcho de Bagé, possui sólida carreira de quase 20 anos no setor industrial de bovinos, em empresas de todos os portes, tendo ocupado posições estratégicas no chão de fábrica, de supervisor de qualidade a diretor industrial. celsoricardo.cferreira@gmail.com (51) 98061 5462 / (51) 98413 1374


Postado em 30 de Outubro às 15h35

Mercoagro 2018: Eventos paralelos farão a difusão de conhecimento e tecnologia

Notícias do Setor (123)

Estão definidos os principais eventos paralelos à Mercoagro 2018 (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne) programada para o período de 11 a 14 de setembro de 2018 no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó. A Mercoagro é organizada pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).

O principal evento adjunto será o 12º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, previsto para o dia 12 de setembro, no horário das 8 às 12h30, no auditório do campus da Unochapecó. O Seminário será estruturado e coordenado pelo SENAI Chapecó e focalizará as técnicas e inovações mais expressivas e surpreendentes do mercado mundial de carnes. Contará com palestras nacionais e internacionais de alto nível.

Os participantes do Seminário terão oportunidade de conhecer no dia 14 de setembro a infraestrutura, os laboratórios, os projetos de pesquisas, os cursos e as oportunidades voltadas ao setor que a Universidade oferece. O gerente do projeto Mercoagro Nadir José Cervelin destacou o apoio da Unochapecó ao processo de inovação e atualização tecnológica que a Mercoagro proporciona à indústria através do Seminário. “A difusão de conhecimento é um dos papéis que a Mercoagro exercerá com mais vigor a cada edição”, assinalou.

Outros eventos previstos são a Rodada de Negócios (exclusiva para expositores), a Sessão de Negócios (uma por dia, aberta ao público externo) e os Painéis de Oportunidades (destinados às empresas participantes da Mercoagro 2018), todos sob coordenação do Sebrae/SC.

A programação paralela da Mercoagro 2018 contará, ainda, no dia 13 de setembro com o Salão de Inovação, a Clínica Tecnológica e o Laboratório Experimental, coordenados pelo Senai. Também faz parte da programação a Mercoshow. Todos os eventos serão gratuitos. O detalhamento de horários, dias e locais serão definidos pela Comissão Organizadora.

Mais informações no site: http://www.mercoagro.com.br


Postado em 30 de Outubro às 10h42

BRF cria subsidiária Sadia Halal para atender mercados muçulmanos

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 A BRF S.A. anunciou na noite de quinta-feira (30) que criará a subsidiária Sadia Halal, destinada a atender o mercado muçulmano, que exige que as carnes sejam produzidas segundo regras do Islã. A...

A BRF S.A. anunciou na noite de quinta-feira (30) que criará a subsidiária Sadia Halal, destinada a atender o mercado muçulmano, que exige que as carnes sejam produzidas segundo regras do Islã.

A nova subsidiária irá deter os ativos relacionados à produção, distribuição e comercialização de alimentos destinados aos mercados muçulmanos. “O objetivo é conferir maior independência e foco aos negócios da BRF destinados aos mercados muçulmanos”, informou a companhia em comunicado.

A BRF disse que irá analisar alternativas estratégicas para a Sadia Halal, “que permitam a potencialização de sua expansão” nos mercados atuais ou em novos mercados ainda não atendidos pela empresa.

O anúncio da criação da subsidiária ocorre após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) não conhecer recurso da empresa contra multa por terceirização de trabalhadores que praticavam o abate de aves pelo método halal na unidade da BRF em Francisco Beltrão (PR), na quarta-feira (29).

A BRF chegou a alegar no processo que a terceirização era justificada pela necessidade de que a sangria no abate halal seja realizada por trabalhadores especializados, muçulmanos, conforme as regras do Islã, argumento que não foi aceito pelo relator do processo, ministro Alexandre Agra Belmonte. Para o ministro, o abate halal se insere no conceito de atividade fim da companhia e, portanto, não pode ser terceirizado.

A empresa tinha contrato de prestação de serviços firmado com o Grupo de Abate Halal S/C Ltda, segundo o TST. Em 2009, o frigorífico foi autuado após a fiscalização constatar 30 trabalhadores muçulmanos trabalhando sem registro.

Fonte: Carnetec


Postado em 30 de Outubro às 10h24

C.Vale inaugura novo complexo de abate de tilápias

Notícias do Setor (123)

O complexo industrial com o maior potencial para o abate de tilápias do Brasil foi inaugurado em 20 de outubro por um séquito de autoridades lideradas pelo presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Na ocasião, porém, o presidente da cooperativa C.Vale, Alfredo Lang, incluiu uma crítica à política energética do governo que vai interferir nos planos da empresa.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou em 24/10 que pretende aumentar o patamar 2 da bandeira tarifária vermelha em 42,8%. O custo da energia atinge diretamente o sistema de cultivo intensivo de altas densidades (60 tilápias/m²) patenteado pela cooperativa, que envolve o uso intenso de aeração - equipamentos que consomem muita energia elétrica.

“Nossos planos eram adotar a tecnologia superintensiva de imediato, mas fomos surpreendidos pelas bandeiras tarifárias que encareceram o custo da energia elétrica. Assim, fomos obrigados a lançar o plano B, com o sistema convencional de tanques escavados”, disse o presidente. Lang confirmou que o plano B é a adoção de células fotovoltaicas para produção de energia solar nas propriedades.

O sistema de cultivo, desenvolvido em parceria com a Universidade de Pisa, na Itália, é a grande aposta da cooperativa para se diferenciar do principal competidor e maior processador nacional: a Copacol, que deve fechar o ano com 140 mil peixes abatidos por dia.

C.Vale em números
Seja como for, o complexo com fábrica de ração e abatedouro de peixes nasceu oficialmente para os cooperados do oeste paranaense com números impressionantes para a realidade do setor. Com projeção inicial de processar 75 mil tilápias/dia, a estrutura tem 10.012 m² e consumiu R$ 110 milhões em investimentos.

A inauguração marca os 20 anos da cooperativa, que pretende cruzar a barreira de 600 mil frangos por dia em 2018. Quando começou, em 1997, eram 16 mil frangos/dia. Para tanto vai contar com uma força de trabalho impressionante: mais de 19 mil associados e quase 9 mil funcionários.

A meta para as aves é a mesma que pode ser atingida pelo projeto do frigorífico no auge: 600 mil tilápias/dia. Em torno de 450 funcionários irão operar maquinário presente nas mais modernas plantas de processamento de pescado no mundo.

Fonte: Seafood


Postado em 24 de Outubro às 12h51

Aurora Alimentos anuncia ampliação de 10% no abate de suínos

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 A Cooperativa Central Aurora Alimentos - terceiro maior grupo brasileiro de proteína animal – anunciou que ampliará em 10% o abate industrial diário de suínos até o fim deste ano. O abate...

A Cooperativa Central Aurora Alimentos - terceiro maior grupo brasileiro de proteína animal – anunciou que ampliará em 10% o abate industrial diário de suínos até o fim deste ano. O abate crescerá das atuais 18 mil para 19,82 mil cabeças/dia, informou em nota o presidente Mário Lanznaster.

De acordo com o gerente de Operações da Aurora, Celso Cappellaro, o aumento da produção permitirá otimizar as plantas com pequenos investimentos para atender às demandas dos mercados interno e externo.
Essa ampliação prioriza matéria-prima para industrializados de produção em 75% para o mercado interno e 25% para o mercado externo.

As plantas instaladas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul iniciaram em setembro a busca pela meta e chegam a sua plenitude durante este mês de outubro. São Gabriel do Oeste atingirá a meta em janeiro de 2018.
A nova configuração de abate das unidades passa a ser esta: Chapecó FACH 1 (das atuais 4,63 mil para 5,23 mil cabeças/dia), Chapecó FACH 2 (das atuais 2 mil para 2,6 mil cabeças/dia), São Miguel (mantém 1,94 mil cabeças/dia) e São Gabriel do Oeste (das atuais 3 mil para 3,2 mil cabeças/dia).

A unidade de Joaçaba passará de 3 mil para 3,2 mil cabeças/dia e Sarandi, das atuais 1,77 mil para 2 mil cabeças/dia. Erechim mantém as atuais 1,65 mil cabeças/dia.

Os planos de expansão são arrojados, segundo nota da empresa divulgada na segunda-feira (23). O planejamento para o aumento da produção estabelece que, até 2025, a Aurora atingirá um abate de 25 mil suínos/dia, antecipa o presidente.
Em 2016, as sete plantas industriais de suínos da Aurora totalizaram o abate de 4,54 milhões de cabeças, incremento de 1,6% sobre o ano anterior. Para 2017, a previsão é de que o abate fechará em 4,71 milhões de suínos, com incremento de 3,77% (aumento de 171,39 mil animais). No ano passado, a produção in natura de carnes suínas cresceu 2,9% para 383,9 mil toneladas; a industrialização permaneceu estável (+0,6%) em 307,4 mil toneladas.
A produção integrada do sistema Aurora e suas cooperativas filiadas envolve, na cadeia de suínos, 3.444 produtores cooperados, 199 mil matrizes e um plantel permanente de 1,8 milhão de animais a campo.

O presidente Lanznaster disse que o cenário, este ano, está bem melhor que em 2016, quando a alta do dólar e a escassez de milho no mercado interno impactaram violentamente nos custos de produção.

“Mesmo assim, a suinocultura brasileira teve um bom desempenho nas exportações, ampliando nossa presença, especialmente na Ásia. A Rússia retomou com força o nível das importações e as vendas para Hong Kong também tiveram um aumento considerável. Com a habilitação de novas plantas, a China se consolidou entre os cinco maiores compradores de carne suína do Brasil.”

O otimismo do dirigente é confirmado pelos números. Em 2017, as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos) acumulam divisas 17,6% superiores na comparação com os nove primeiros meses de 2016.

Fonte: Carnetec


Postado em 23 de Outubro às 16h22

Um dos passos mais importantes para o setor em Segurança no Trabalho foi a criação da NR 36

Notícias do Setor (123)

Mais do que uma mudança de procedimentos na fiscalização, um dos passos mais importantes para o setor foi a criação de uma NR específica, vigente desde abril de 2013.

Segundo Fernando Rosalvo, Técnico em Segurança no Trabalho, a criação da NR-36 mudou a vida dos trabalhadores: “Neste quatros anos de aplicabilidade da norma, percebo que a fiscalização de melhorias tem avançado, tanto para as condições ambientais quanto para o layout das empresas. Em minha vivência no ambiente frigorifico tenho presenciado uma mudança radical, pois o setor tinha um índice muito alto de acidentes e doenças ocupacionais, sem contar com nenhum sistema de detecção de amônia eficaz. Ainda há um caminho longo a ser percorrido pelo fato das plantas frigoríficas serem antigas e de difícil mudança, mas com as fiscalizações constantes quem não se enquadrar estará correndo um sério risco de ser autuado, sendo passível até de interdição.”

As adequações propostas pela NR-36 têm surtido efeito, mas Fernando diz que ainda não é o cenário ideal: “O setor está necessitando de mais instruções juntos a esses orgão fiscalizadores e prazos maiores para adequação, pois o Empregador está com muitas dificuldades de entendimento e intepretação da norma, que é de grande importância para a saúde e segurança do trabalhador . As dificuldade sempre existem por se tratar de uma mudança de cultura, onde o Brasil ainda vem engatinhando para que se aplique Normas de Segurança e Saúde no trabalho, mas sei que estamos no caminho certo.“,

Buscando isso aplico nas minhas palestras principalmente proteção contra possíveis vazamento de amônia nos Frigoríficos do Brasil, sendo assim apliquei a Vestimenta Nivel A da DuPont onde fomos vencedor do Prêmio DuPont de Segurança e Saúde do Trabalhador mostrando sua Eficácia na contra possíveis vazamento amônia, resgate e fechamento de válvulas.


Postado em 06 de Outubro às 12h53

Exportações de carne bovina brasileira sobem 2% em 2017

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 As exportações brasileiras de carne bovina somam 1,065 milhão toneladas nos nove primeiros meses do ano, alta de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados compilados...

As exportações brasileiras de carne bovina somam 1,065 milhão toneladas nos nove primeiros meses do ano, alta de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na quinta-feira (5).

Apenas em setembro, foram embarcadas 135,6 mil toneladas de carne bovina, 17% a mais que o exportado em setembro do ano passado.

Com esse resultado, a Abrafrigo vê uma “grande possibilidade” de o setor alcançar um crescimento de 10% nas exportações em 2017, na comparação com 2016, chegando a 1,5 milhão de toneladas.

Nos nove primeiros meses de 2017, a receita com exportações cresceu 7%, para US$ 4,33 bilhões. Apenas em setembro, o faturamento com embarques de carne bovina somou US$ 555,2 milhões, crescimento de 17,7% na comparação anual.

“O mercado internacional está amplamente favorável aos países exportadores de carne bovina como o Brasil e o apetite dos chineses parece inesgotável, aumentando suas importações mês a mês”, informou a Abrafrigo em nota.

As compras de carne bovina brasileira por Hong Kong somam 247 mil toneladas em 2017, alta de 11% ante o mesmo período do ano passado. A China continental ampliou suas aquisições em 31,8% no mesmo período, para 146,6 mil toneladas.

A Rússia também elevou suas compras em 12,5%, para 116,8 mil toneladas, enquanto Irã aumentou em 43,3%, os Estados Unidos em 27% e a Arábia Saudita em 57,3%.

Fonte: Carnetec


Postado em 05 de Outubro às 13h42

Sindicarne/SC comemora ampliação do mercado internacional para carne suína do país

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 A abertura do mercado peruano para a carne suína brasileira - anunciada na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - também está sendo comemorada em Santa...

A abertura do mercado peruano para a carne suína brasileira - anunciada na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - também está sendo comemorada em Santa Catarina, desta vez pelo Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados (Sindicarne/SC). Na semana passada, a Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA) já havia lançado nota elogiando a conquista.

Por meio de nota à imprensa, o diretor executivo do Sindicarne/SC, Ricardo de Gouvêa, disse que, embora não haja projeção de vendas potenciais, o fato de ser um mercado próximo torna mais fácil a operação exportacionista.

O anúncio da abertura foi feito pelo ministro Blairo Maggi durante missão oficial ao Peru. O Mapa prevê que os ajustes bilaterais para a abertura do mercado deverão ocorrer até 30 de novembro.

O Sindicarne/SC avaliou que o acordo representa uma importante conquista para o setor de proteína animal do Brasil, que será beneficiado com a expansão dos negócios na América do Sul, uma região com expressiva participação nos embarques da carne suína brasileira.

Gouvêa destacou que a qualidade da carne brasileira, o estágio avançado das indústrias de processamento de carne, a segurança do sistema de inspeção e a tradição de sanidade do Brasil - e, em especial, de Santa Catarina, que é área livre de aftosa sem vacinação - foram determinantes nessa conquista.

“É fundamental aumentarmos a participação do Brasil nos mercados mundiais e ampliarmos as relações comerciais com os países sul-americanos dentro e fora do bloco do Mercosul”, disse o dirigente.

De acordo com a ABPA, entre os dez maiores importadores de carne suína do Brasil, três são da América do Sul. A Argentina lidera as importações na região, com 21,3 mil toneladas nos oito primeiros meses deste ano. Em seguida vem o Uruguai, com 20 mil toneladas, e o Chile, com 14 mil toneladas.

A abertura do Peru pode influenciar positivamente os embarques de carne suína brasileira, especialmente a partir de 2018. Trata-se de um valioso mercado, com mais de 30 milhões de habitantes e com potencial de crescimento de consumo, no qual o Brasil poderá complementar a demanda, auxiliando a segurança alimentar da população.

Fonte: Carnetec


Postado em 29 de Setembro às 13h21

Exportação de carnes e importação de frutas devem incrementar comércio Brasil-Peru

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 O fim de barreiras comerciais em pauta (Mapa/Divulgação) De acordo com o site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em novembro, Brasil e Peru devem estreitar...

O fim de barreiras comerciais em pauta (Mapa/Divulgação)

De acordo com o site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em novembro, Brasil e Peru devem estreitar relações comerciais, ampliando a pauta de negociações com a exportação de carne brasileira (destaque para a suína) e importação de frutas peruanas, informou o ministro Blairo Maggi, depois de se reunir com o ministro da Agricultura daquele país, Jose Manuel Calderón.

A abertura do mercado de carnes deverá favorecer estados mais próximo do Peru, como o Acre e Rondônia.
Maggi destacou o potencial do mercado consumidor brasileiro para Calderón, lembrando que o país vive um momento especial com queda da inflação e dos juros e a economia em recuperação. “Para o próximo ano, temos previsão de inflação de 3% a 4%. E os juros, que estavam de 13% a 14% ao ano, já está em 8,25% ao ano. O Brasil voltará a crescer muito rapidamente e a gente sabe que na América do Sul, quando o Brasil vai bem, todos têm a ganhar”, disse ele em nota.

O ministro viajou ao Peru, acompanhado dos secretários de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, e de Relações Internacionais, Odilson Silva, com objetivo de retirar barreiras que dificultam o comércio bilateral. “Os governos se acertam e os mercados decidem se querem ou não querem [comprar]. Os mercados são soberanos nesse processo.”

Em Lima, o ministro participou de seminário empresarial, que teve a presença de representantes de entidades do setor agrícola brasileiro e de governos de estados próximos da fronteira com o Peru. Visitou ainda a Expoalimentaria, uma das maiores feiras de alimentação e de bebidas da América Latina.

Na quinta-feira (28), Maggi viajou à Bolívia para se encontrar com o ministro do Desenvolvimento Rural e Terras local, César Cocarico, e com o vice-ministro de Comércio e Integração, Walter Clarems.

Fonte: Carnetec


Postado em 21 de Setembro às 10h39

Seara anuncia investimentos e abertura de vagas em MG

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 A Seara Alimentos anunciou na quinta-feira (24) investimentos de R$ 4,5 milhões em sua unidade de Uberaba (MG). Segundo nota da marca da JBS à imprensa, desse total, R$ 3 milhões serão destinados...

A Seara Alimentos anunciou na quinta-feira (24) investimentos de R$ 4,5 milhões em sua unidade de Uberaba (MG). Segundo nota da marca da JBS à imprensa, desse total, R$ 3 milhões serão destinados à reforma, modernização e instalação de novos equipamentos na unidade. R$ 1,5 milhão será aplicado no treinamento e desenvolvimento dos colaboradores.

“O objetivo da modernização é ampliar o mix de produtos e atender às demandas do consumidor brasileiro”, disse o diretor regional de Operações da Seara, Isauro Paludo, na nota. “A reforma começa em 2 de outubro e termina em 90 dias. Estamos implementando o que há de mais moderno e eficiente na linha de produção de cortes de aves no país”, complementou o executivo.

Durante o período de reformas, os colaboradores sairão em layoff, pois “as obras e a instalação de novos equipamentos não permitem que a unidade permaneça funcionando”, explicou Paludo. Com o layoff, todos os colaboradores terão seus rendimentos e benefícios mantidos. “Quando os colaboradores retornarem às suas atividades, em 2 de janeiro de 2018, encontrarão uma unidade muito mais moderna e competitiva”, reforçou o executivo.

Mesmo com a modernização - que em muitos casos resulta em aumento da automação nas fábricas e menor necessidade de mão de obra, a nota da Seara não fala em cortes, mas sim em contratações. A seleção de novas vagas deve começar em novembro e as tratativas com a prefeitura de Uberaba estão adiantadas para que o processo seletivo seja realizado via Sine (Sistema Nacional de Emprego) Municipal.

Fonte: Carnetec


Postado em 21 de Setembro às 10h02

Lançamento da MercoAgro 2018 é marcado por otimismo; previsão de mais um pavilhão

Notícias do Setor (123)

Faltando um ano para a MercoAgro 2018 (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne), 63% dos espaços já foram comercializados. O anúncio foi feito durante o lançamento oficial do evento no último dia 14 de setembro, em Chapecó (SC), que contou com empresários, expositores, apoiadores, autoridades e profissionais de imprensa.

Segundo nota da organizadora Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), a feira apresenta-se com vitalidade ímpar porque traduz a ação, o dinamismo e o arrojo de uma das maiores e mais complexas cadeias produtivas da economia brasileira, com a presença dos principais atores do mercado.
 
"Visitamos todos os frigoríficos para apresentar os diferenciais da MercoAgro. Estamos otimistas para a próxima edição e já pensamos, inclusive, em fazer mais um pavilhão", disse o diretor de Feiras e Eventos da Acic, Bento Zanoni.
São esperados 160 estandes com 250 marcas representadas, 15 mil visitantes/compradores de diversos países, e negócios de cerca de US$ 160 milhões, divulgou a Acic.
O envolvimento da comunidade para a realização da feira foi destacado pelo gerente do projeto MercoAgro, Nadir José Cervelin. "Os empresários e expositores contribuíram com sugestões que foram fundamentais para a melhoria da feira."
De acordo com a diretora da Enterprise Feiras e Eventos, Maria Antonia Siqueira Ferreira, o retorno de expositores em 2016 demonstra o bom trabalho realizado por toda a comissão organizadora.

O vice-prefeito de Chapecó, Elio Cella, destacou a estrutura da cidade para receber grandes feiras, com ampla rede hoteleira, restaurantes, aeroporto, entre outros.

O presidente da Acic, Josias Mascarello, enfatizou que na Mercoagro os expositores e visitantes-compradores têm a certeza da realização de bons negócios. "A feira notabilizou-se mundialmente e atrai fabricantes e fornecedores de máquinas, equipamentos, implementos e insumos para as indústrias frigoríficas."

Além disso, o compromisso com a difusão do conhecimento científico continua sendo prioridade, por meio de eventos paralelos como o Seminário Internacional de Industrialização da Carne, a Clínica Tecnológica, o Laboratório Experimental, o salão de inovação, a sessão de negócios, o painel de oportunidades e o Mercoshow.

Serviço
12ª MercoAgro - Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne
Data: 11 a 14 de setembro de 2018
Local: Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC)
Mais informações: 11 2730-0522 - contato@rofereventos.com.br - www.mercoagro.com.br

Fonte: Carnetec


Postado em 21 de Setembro às 09h51

Mato Grosso supera SP como principal exportador de carne bovina em agosto, diz Imea

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 Exportadores de carne bovina de Mato Grosso registraram a segunda maior receita da sua histórica com as vendas externas do produto em agosto e superaram São Paulo como principal estado exportador de carne bovina do...

Exportadores de carne bovina de Mato Grosso registraram a segunda maior receita da sua histórica com as vendas externas do produto em agosto e superaram São Paulo como principal estado exportador de carne bovina do país, segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O estado de MT exportou 29,6 mil toneladas de carne bovina em agosto, gerando uma receita de US$ 125,66 milhões. Esse faturamento representa crescimento de 55,5% em relação a agosto de 2016, e é 1,4% superior ao registrado pelos exportadores do estado de SP no mês passado.

As vendas externas de carne bovina de MT foram responsáveis por 20,8% do faturamento total do setor brasileiro em agosto, quando o estado exportou carne bovina in natura para 40 países.

Em volume, MT já vinha superando SP desde julho como principal exportador de carne bovina do país, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em agosto, 20% da carne exportada pelo país teve MT como origem. Hong Kong, Irã, Egito e União Europeia representaram 77% das exportações do estado.

Apesar do resultado positivo das exportações, o Imea alerta para o fato de que o preço da carne do estado apresenta queda de 27,9% em relação a setembro de 2011, para US$ 4,4 mil por tonelada em agosto de 2017.
“Ainda que tal movimentação tenha sido influenciada pela desvalorização do real, a competitividade do estado e a qualidade da carne oferecida já são consolidadas, cabe agora buscar outras medidas para agregação de valor, procurando ir além dos grandes volumes exportados”, avaliou o Imea em relatório.

As exportações brasileiras de carne bovina em agosto somaram 145,8 mil toneladas, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) divulgados em meados de setembro. Já a receita subiu 35%, para US$ 607 milhões.

Fonte: Carnetec


Postado em 18 de Setembro às 09h46

BRF vai investir R$ 80 milhões em centro de distribuição no Paraná

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 A BRF informou na quinta-feira (14) que vai investir R$ 80 milhões em um novo centro de distribuição em Londrina (PR), que irá colaborar para o atendimento de municípios do oeste paulista, sul de...

A BRF informou na quinta-feira (14) que vai investir R$ 80 milhões em um novo centro de distribuição em Londrina (PR), que irá colaborar para o atendimento de municípios do oeste paulista, sul de Mato Grosso do Sul e Paraná.

O centro de distribuição deve ser concluído até setembro de 2018, em uma área de cerca de 150 mil metros quadrados, e terá capacidade de receber até 150 caminhões/dia, movimentando até 15 mil toneladas de alimentos/mês. O novo espaço vai armazenar produtos das marcas Sadia, Perdigão e Qualy.

“Essa decisão integra o Plano Diretor de Logística da companhia, que considera a ampliação de serviços e a otimização do atendimento”, disse o vice-presidente de Supply e Planejamento Integrado, Leonardo Byrro, em nota divulgada pela companhia.

A BRF já opera sete fábricas e dois centros de distribuição no Paraná. O novo centro em Londrina deverá gerar cerca de 600 empregos diretos e indiretos, segundo a companhia.


Postado em 18 de Setembro às 09h42

Brasil precisa ampliar exportações de carne bovina para a Rússia, diz Abrafrigo

Notícias do Setor (123)
Expomeat 2017 Segundo nota divulgada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na sexta-feira (15), durante muito tempo a Rússia figurou na primeira colocação como o maior importador da...

Segundo nota divulgada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na sexta-feira (15), durante muito tempo a Rússia figurou na primeira colocação como o maior importador da carne bovina brasileira, porém, nos últimos anos, os negócios foram declinando e a China assumiu esta posição.

Aproveitando a participação brasileira na World Food Moscow 2017, realizada na semana passada, o presidente executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, manteve encontros com Sergey Yushin, presidente da Associação Nacional da Carne da Rússia, com a finalidade de ampliar as habilitações dos médios frigoríficos brasileiros para que estes também possam exportar para aquele mercado.

Em 2014, por exemplo, a Rússia importou 314.878 toneladas de carne bovina, ou 20,4% do total exportado pelo Brasil naquele ano. Em 2016, essas compras caíram para 138.784 toneladas e, em 2017, atingiram até agosto 103.445 toneladas, ou 11% da movimentação total.

“Desse encontro ficou claro que existem restrições de ambos os lados, do governo russo e do brasileiro, para a ampliação dos negócios e que os países precisam voltar a conversar para se chegar a um acordo”, disse Salazar na nota. “Há muita boa vontade na Rússia para com o produto brasileiro, mas, no momento, eles não estão habilitando mais ninguém para exportação por meio do seu Serviço Veterinário. O nosso governo precisa urgentemente voltar a conversar para verificar as arestas que impedem a elevação das vendas e mesmo as demandas russas sobre o tema”, concluiu o dirigente.

Fonte: Carnetec


Postado em 13 de Setembro às 09h02

Exportação de carne de frango soma 416,8 mil toneladas em agosto

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Expomeat 2017 A superação da marca de 400 mil toneladas, um número considerado relevante pelo setor, havia sido estimada pelo presidente da ABPA, Francisco Turra, durante o Salão Internacional da Avicultura e...

A superação da marca de 400 mil toneladas, um número considerado relevante pelo setor, havia sido estimada pelo presidente da ABPA, Francisco Turra, durante o Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura (SIAVS) realizado em São Paulo na semana passada.

O volume total exportado de carne de frango em agosto (considerando todos produtos in natura e processados) é 14,6% maior que o total embarcado no mesmo mês de 2016.

A receita com exportações de carne de frango em agosto somou US$ 690,6 milhões, alta de 13,1% ante agosto de 2016.

O volume total exportado no mês passado sinaliza uma recuperação das vendas externas do setor em relação aos meses anteriores. O anúncio da Operação Carne Fraca em março resultou no bloqueio de compras por diversos países, prejudicando as vendas externas do setor.

A ABPA calcula que o setor de carnes de frango e suína perdeu entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões em exportações não realizadas como consequência da Operação Carne Fraca neste ano. Atualmente, países responsáveis por apenas 0,4% das compras de carnes de frango e suína brasileiras mantêm algum tipo de bloqueio aos produtos, segundo a associação.

“O mês de agosto marca a superação de um cenário difícil vivido no segundo trimestre. Esperamos números positivos nos próximos meses, recuperando as perdas e alcançando saldo final superior ao registrado em 2016”, disse Turra em nota enviada pela ABPA à imprensa.

Nos oito primeiros meses do ano, o volume total de embarques de carne de frango ainda acumula queda de 2,3%, totalizando 2,922 milhões de toneladas. Em receita, as exportações somaram US$ 4,887 bilhões de janeiro a agosto, alta de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já as exportações de carne suína in natura somaram 58,9 mil toneladas em agosto, alta de 2,4% ante agosto de 2016. A receita com os embarques subiu 12,7%, para US$ 143 milhões neste ano.

De janeiro a agosto, o volume exportado de carne suína in natura soma 401,3 mil toneladas, queda de 2,3% na comparação anual. A receita chegou a US$ 1,006 bilhão no período, ante US$ 812 milhões entre janeiro e agosto de 2016.

“A Rússia voltou a incrementar suas importações de carne suína do Brasil. Argentina e Hong Kong também foram determinantes para o resultado. Assim como em aves, dentro deste ritmo, o saldo final das exportações de carne suína em 2017 deverá ser positivo”, disse Ricardo Santin, vice-presidente de Mercados da ABPA.

Fonte: Carnetec