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Postado em 01 de Junho às 12h12

Relação com países árabes tende a se intensificar

EXPOMEAT 2019 Ao demonstrar resiliência nas relações com diversos países, o agronegócio brasileiro segue apontando cada vez mais para acordos comerciais benéficos e duradouros, como tem ocorrido com os...

Ao demonstrar resiliência nas relações com diversos países, o agronegócio brasileiro segue apontando cada vez mais para acordos comerciais benéficos e duradouros, como tem ocorrido com os países árabes. Ação, que segundo o professor e pesquisador sênior de Agronegócio Global no Insper, Marcos Jank, fará do Brasil responsável por atender a grande demanda da região.

De acordo com o pesquisador, os países árabes devem superar a União Europeia (UE) como destino das exportações do agronegócio brasileiro. A projeção foi feita por ele durante o programa Agro 360, do canal Terra Viva, que teve como tema os países árabes e contou com participação da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

“Eu acho que logo mais os países árabes superam a Europa como compradores do agronegócio brasileiro”, disse ele, após lembrar que a UE já foi destino de US$ 25 bilhões em exportações do agronegócio do Brasil e que esse valor caiu para US$ 16 bilhões. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mostram que a China é o maior mercado dos produtos do agronegócio nacional no exterior e a União Europa é o segundo, apesar da queda nos valores.

Para Jank, os países árabes e a China são as duas regiões do mundo que interessam muito ao agronegócio brasileiro. Ele afirma que, se somados todos os países do Oriente Médio e Norte da África, as exportações do agro brasileiro para a região chegam a US$ 13 bilhões.. “Temos que entender que o nosso crescimento depende de relações cada vez mais fortes com árabes e com chineses, é de lá que vai vir a nossa demanda, é com eles o nosso casamento e nós temos que tratá-los bem”, afirmou.

Como sinal de quão benéfica pode ser esse aprofundamento da relação, o pesquisador contou, ainda durante o programa que os países árabes importam US$ 110 bilhões em produtos do agronegócio do mundo e que o Brasil exporta em torno de US$ 9 bilhões para eles.

CERTIFICAÇÃO HALAL

Para o CEO da SIIL Halal, Chaiboun Darwiche, empresa especializada em Certificação Halal, o cenário apontado pelo pesquisador e professor do Insper acentua a necessidade de as empresas brasileiras do agronegócio estarem habilitadas para estes novos rumos que acenam. "A Certificação Halal em seus processos de produção – do campo a mesa do consumidor – passa a ser uma estratégia comercial e obrigatória para atender a crescente demanda e acessar os países árabes”, explicou.

Contudo, é destacado por Darwiche que ainda falta clareza por muitos segmentos industriais sobre esta obrigatoriedade, uma vez que o termo Halal, traduzido para o português, significa lícito. "São países que tem em sua totalidade consumidores que professam a fé islâmica. Por isso a necessidade de ter o selo Halal. Isso transmite confiança, ou seja, significa que a Jurisprudência Islâmica amparou todo o processo industrial de um determinado produto que venha a ser consumido", finalizou.

CENÁRIO ATUAL

Atualmente, entre os países árabes, os principais importadores dos produtos do agronegócio são: Arábia Saudita, Emirados e Egito, onde segundo os dados do MAPA, levando em conta somente as nações árabes e não todas do Oriente Médio e Norte da África, o agronegócio brasileiro faturou US$ 8,4 bilhões com os embarques em 2019.

Fonte: A.I, ANBA, adaptado pela equipe feed&food

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