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Postado em 16 de Novembro de 2017 às 16h40

Vendas à China se aproximam de 40% das exportações de carne bovina

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o apetite chinês pela carne bovina brasileira não dá sinais de arrefecimento. "E ele vem compensando amplamente as quedas de vendas para os países da União Europeia, devido à Operação Carne Fraca, e a não confirmação da abertura do mercado norte-americano sobre o qual se alimentavam muitas expectativas", disse a entidade em nota.

Até outubro, segundo informações da associação, com dados compilados da Secex/Mdic, essas importações cresceram 16,5%, somadas as movimentações realizadas pela cidade-Estado de Hong Kong e as feitas diretamente pelo continente, passando de 375 mil toneladas no mesmo período de 2016 para 449,2 mil toneladas até outubro de 2017, o que significou 37,2% do total exportado pelo país.

Para se ter uma ideia do impacto que a China está causando no setor, em 2014 as importações chinesas de carne bovina significavam 25% do que o Brasil comercializava com o exterior, e em 2005 apenas 4%. De acordo com a Abrafrigo, essas importações têm potencial de crescimento ainda maior porque calcula-se que o aumento da demanda por carnes bovina, suína e de aves na China, devido ao recente movimento de urbanização do país e a mudança nos hábitos alimentares, seja superior a 300 mil toneladas por ano.

"O Brasil acabou de receber a autorização para que 22 novas plantas frigoríficas possam exportar para aquele mercado. Há ainda outras 36 plantas na fila para exportar, em processo de habilitação", lembrou a entidade.

Ainda segundo a Abrafrigo, essas vendas para a China e a retomada de grandes e tradicionais compradores como Rússia, Egito, Irã e Arábia Saudita, garantiram que 2017 será melhor que 2016 para o setor. No acumulado do ano, as exportações já alcançaram 1,2 milhão de toneladas e receita de US$ 4,929 bilhões, contra 1,14 milhão de toneladas e US$ 4,491 bilhões em 2016, num crescimento de 6% em volume e 10% na arrecadação, o que pode levar ao cumprimento da meta de crescimento estimada em 10% para o ano.

O resultado ainda está um pouco distante do recorde brasileiro de 2014, quando o país exportou 1,54 milhão de toneladas, obtendo receita de US$ 7,149 bilhões. "O país caminha para recuperar esse patamar nos próximos anos", finalizou a Abrafrigo.

Fonte: Carnetec

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