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Postado em 30 de Junho às 09h46

Ano deve ser de saldo positivo para pecuária de corte brasileira

Notícias do Setor (220)
EXPOMEAT 2021 Mesmo diante de um cenário de incerteza econômica para muitos setores, a alta no preço da arroba e o aumento das exportações sinalizam que o ano será positivo para a pecuária de corte...

Mesmo diante de um cenário de incerteza econômica para muitos setores, a alta no preço da arroba e o aumento das exportações sinalizam que o ano será positivo para a pecuária de corte brasileira. As “Perspectivas para o mercado da pecuária no Brasil” estiveram em pauta no último dia 17 de junho no encontro on-line promovido pela Datagro e o Grupo Pecuária Brasil (GPB), que reuniu especialistas do setor para debater o panorama da carne bovina e o que o produtor pode esperar para os próximos meses.

“Com a crise da covid-19, muitos ficaram preocupados com a reação do mercado e achavam que o setor também sofreria um forte impacto interno. A arroba do boi gordo se manteve firme. Apesar do mercado interno ter tido uma pequena diminuição, o que percebemos foi que as exportações continuam muito fortes, batendo recordes históricos mês a mês. O Brasil continua abrindo novos destinos e esses foram fatores que ajudaram a dar suporte no preço”, explicou o commodity broker da Socopa Corretora, Eduardo Siqueira Ribeiro, conforme nota à imprensa dos organizadores.

Segundo ele, a oferta de animais terminados diminuiu bastante nos últimos meses e, por isto, houve reflexo no mercado da combinação baixa oferta / grande demanda. “Os números de abate de janeiro até agora mostram que a oferta de animais está menor, fator que aliado à exportação fortíssima tem dado sustentação no preço. Isso contrariou toda expectativa negativa da pandemia”, reforçou.

Para o diretor executivo do GPB e coordenador técnico do balizador GPB/Datagro, Luiz Roberto Zillo, as perspectivas para o segundo semestre são de otimismo dentro do setor agropecuário. Mesmo num momento atípico, o agro continua fortemente exercendo seu papel de levar comida à mesa dos brasileiros e alimentar o mundo.

“Ainda não sabemos quando essa situação [pandemia] terminará e nem se diminui a demanda ou não. Mas tudo leva a crer que a pecuária e a agricultura vão muito bem. O setor está exportando e a nossa qualidade e produtividade são muito grandes. O agro é um dos motores de arranque para a retomada da economia. Acredito que as exportações de carne bovina vão continuar e não vejo no segundo semestre uma queda. No mínimo, teremos uma estabilidade do momento atual”, comentou Zillo.

O webinar contou ainda com a participação do analista sênior da Datagro, João Otávio Figueiredo, que atuou como mediador, e do gerente corporativo de compra de gado da Marfrig Global Foods, Maurício Manduca.

Para manter o abastecimento das prateleiras, sem prejuízo aos consumidores, Manduca repassou as ações empenhadas pelo frigorífico no combate ao coronavírus junto a todos os colaboradores e os investimentos feitos em prevenção.. “Desde o começo de março agimos preventivamente em todas as nossas plantas. Estamos testando todos os funcionários. São 18 mil testes e, se positivado, afastamos o colaborador, com todas as orientações e o respaldo necessários. Esse é o resultado do nosso sucesso e não tivemos que parar nossas unidades. Assim, conseguimos continuar a operação sem prejuízos na entrega de carne”, relatou.

Em sua participação, ele enfatizou também a produção da carne brasileira e a necessidade de os produtores entenderem o que os consumidores querem. “Hoje, temos mais animais jovens sendo produzidos em fazendas intensificadas. Antes, o mercado era abastecido com animais mais velhos, bois inteiros e pH alto. O mercado importador foi quem ajudou para que o produtor trouxesse melhores animais. O produtor precisa entender o que o consumidor gostaria de consumir, pois a indústria apenas processa o que o consumidor quer”, reforçou.

Fonte: CarneTec

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