21 A 23
DE SETEMBRO DE 2021

Das 14h às 20h

Pavilhão de Exposições Anhembi - São Paulo/SP

Notícias

Postado em 30 de Janeiro às 09h38

Aumentam as exportações de carne pelos Portos do Paraná

Notícias do Setor (220)
EXPOMEAT 2021 As exportações de carne, pelo Porto de Paranaguá, subiram 17,58%. Em 2019, durante todo o ano, foram mais de dois milhões de toneladas; em 2018, 1,7 milhão. Com as medidas do Ministério da...

As exportações de carne, pelo Porto de Paranaguá, subiram 17,58%. Em 2019, durante todo o ano, foram mais de dois milhões de toneladas; em 2018, 1,7 milhão. Com as medidas do Ministério da Agricultura que reforçam o reconhecimento do Paraná como área livre de peste suína clássica e que abrem caminho para o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, o setor produtivo espera movimentar ainda mais a partir deste ano.

Como mostram os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a carne que mais apresentou aumento na comparação entre as exportações dos dois últimos anos foi a bovina, que cresceu 64,5%. Com quase 226 mil toneladas exportadas no ano, o Porto de Paranaguá é o segundo nas exportações do produto entre os portos brasileiros.

“O Paraná oferece qualidade, quantidade e eficiência para suprir o mercado”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Segundo ele, a logística da exportação pelo porto paranaense é ágil, com redução dos custos operacionais e administrativos, além de uma excelente estrutura de armazenagem.

A carne de boi que sai por Paranaguá representa 14,55% do total do produto exportado pelo país e tem como principais destinos a China, Hong Kong, Egito, Israel e Irã..

SUÍNOS

A exportação de carne suína aumentou 23,22% na comparação entre 2019 e 2018. No ano passado, o volume exportado foi de 100,67 mil toneladas, colocando o terminal paranaense na terceira posição entre os portos do país na operação desse produto.

As exportações de carne suína pelo Paraná representam 11,4% do total exportado pelo país. Os principais destinos são Hong Kong, China, Cingapura, África do Sul e Vietnã.

SETOR PRODUTIVO

Apesar das exportações de frango terem registrado menor aumento - a diferença entre as movimentações de 2019 e 2018 foi de 12,5% (positivo) -, o Porto de Paranaguá segue sendo o líder nacional, respondendo por mais de 42% das exportações nacionais do produto.

Em 2019, um pouco mais de 1,65 milhão de toneladas de carne de aves foram enviadas principalmente para China, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Hong Kong.

ORIGEM

Pouco mais de 74% da carne exportada pelo Porto de Paranaguá tem origem no próprio Estado. Recentemente, por instrução normativa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou o reconhecimento do Paraná como área livre da peste suína clássica (PSC). A medida retira o Estado de um grupo formado por 14 unidades federativas e reduzindo sua vulnerabilidade a eventuais casos da doença na área não livre.

Ainda no final de 2019, o Ministério da Agricultura também proibiu o uso e a comercialização da vacina contra febre aftosa no Estado, assim como o ingresso de animais vacinados contra a doença (com exceção para a entrada de bois e búfalos destinados a abate, que devem estar em veículo lacrado e ter como destino abatedouro com inspeção oficial)..

A partir desses passos, com vigilância sanitária redobrada, o Paraná adota medidas para conquistar o reconhecimento como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pelo Ministério da Agricultura (que deve vir no segundo semestre deste ano) e o reconhecimento internacional, no ano que vem.

PARTICIPAÇÃO

Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, conforme a produção pecuária paranaense vai evoluindo, qualificando, ganhando novas chancelas e avançando na questão do fim da vacinação da febre aftosa e outros processos, a participação da carne do Paraná nas exportações brasileiras tende a crescer cada vez mais.

“Com certeza vamos manter e até ampliar a participação nas exportações do frango. A participação em suinocultura também aumentará. Nos próximos anos o Paraná terá uma participação ampliada e não será impossível imaginar que vai liderar também o processo de produção de carne suína nos próximos cinco anos ou menos que isso”, diz.

Segundo ele, a obtenção do reconhecimento pelo Ministério e da chancela pela Organização Mundial da Saúde Anima (OIE), até maio de 2021, abrem ainda a perspectiva de mais negociação e mercado também para a carne bovina.

“O fim da vacinação pode consolidar esse movimento. Temos condição de evoluir e aumentar nossa participação no conjunto de exportações de carne, principalmente pelo Porto de Paranaguá, fortalecendo cada vez mais a imagem e a eficácia do nosso porto”, afirma o secretário.

COMPETITIVIDADE E DIFERENCIAL NA CARNE PARANAENSE

O presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, diz que o Paraná ainda não é um grande produtor de carne como commodity, como o Mato Grosso, por exemplo. Porém, tem competitividade e muito potencial para ampliar essa oferta, tanto para o mercado nacional, quanto internacional..

“O Paraná é um dos estados com mais potencial. O Estado é, hoje, o maior produtor de carnes do país, somando todas as carnes não apenas a bovina. Isso se deve ao potencial agropecuário do Estado: grande oferta de alimentos, pela produção agrícola que tem; e infraestrutura logística que também se destaca – ainda que possa melhorar -, principalmente por estar tão perto do Porto”, afirma.

A competitividade do Estado ainda está no crescimento das áreas que integram as duas atividades: pecuária e lavoura. “Esse desenvolvimento das culturas, em harmonia, gera muitos benefícios para as duas atividades. Tem crescido muito e, se os produtores tiveram ainda mais acesso à inovação, informação, tecnologia e conhecimento, pode crescer ainda mais”, acrescenta.

Sobre a carne bovina do Paraná, Botelho diz que, no mercado nacional, já se destaca pela qualidade e rastreabilidade. “É uma carne muito diferenciada, no sabor e na maciez, que tem atingido um mercado bastante exigente e mais gourmet. Esse também pode ser um nicho de mercado internacional”.

Segundo ele, para que o Estado conquiste ainda mais mercado externo, também é preciso que os frigoríficos se habilitem para atender a exportação. “Podemos ter uma oferta maior de carne para exportação. Os frigoríficos têm que entrar nesse mercado. A demanda por carne, de maneira geral, no mundo, está muito grande e em ascensão. Novos mercados sempre surgem, o que abre um leque de negócios fantásticos para todo o setor”, diz o presidente da Comissão da Faep.

Fonte: Portos do Paraná

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Veja também

Cadeia produtiva da carne otimista: exportações aceleram em 202023/01 Otimismo com o desempenho da agricultura e do agronegócio catarinense e brasileiro é o que manifesta o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC) José Zeferino Pedrozo que, entretanto, alerta para a necessidade de assegurar o abastecimento de milho. “Não há dúvidas de que o ano será excelente para......

Voltar para Notícias (pt)