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Postado em 14 de Dezembro de 2017 às 11h55

Moody's estima alta de 9% no lucro de setor de carnes da América Latina em 2018

EXPOMEAT 2021 A agência de classificação de risco Moody's Investors Service considera que as perspectivas para a indústria de proteína animal da América Latina em 2018 são positivas, com...

A agência de classificação de risco Moody's Investors Service considera que as perspectivas para a indústria de proteína animal da América Latina em 2018 são positivas, com expectativa de aumento nos lucros, câmbio mais estável e demanda mais forte, segundo estudo divulgado na terça-feira (12).

“A agência de ratings espera que o lucro operacional do setor de proteína (na América Latina) cresça acima de 9% em 2018”, disse a agência.

O aumento da disponibilidade de animais para abate e o crescimento da demanda, com recuperação dos volumes de vendas de carnes e de preços, tendem a beneficiar a indústria de proteína animal.

A Moody's acrescenta que o preço de bois para abate deve continuar alto, diante da esperada elevação da demanda por carnes em 2018.

As margens do setor de carne de aves no ano que vem devem ser maiores que as registradas em 2017, já que a indústria não estará mais influenciada pela alta nos preços de milho verificada no ano passado e que ainda elevou custos de produção no primeiro semestre deste ano.

“Os mercados de exportações ainda apresentam oportunidades de crescimento para carne bovina e de frango, com continuada demanda por parte da Ásia e do Oriente Médio”, segundo analistas da Moody's.

No caso da carne bovina, a demanda global pelo produto continua em crescimento sustentado, refletindo aumento da urbanização, da renda e da população, sendo que a China continuará um importante mercado a liderar esta alta.

Mas a elevação do escrutínio de países importadores em relação aos produtos brasileiros, após a Operação Carne Fraca neste ano, tende a atrasar a curva de crescimento das vendas para os EUA e a potencial abertura de novos mercados.

A Moody's também projeta recuperação na demanda do mercado doméstico brasileiro em 2018, o que permitirá aos frigoríficos repassarem custos aos produtos.

Fonte: Carnetec

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