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Postado em 11 de Agosto de 2020 às 11h25

Primeira semana de exportação de carne suína já bateu 62% do volume total embarcado em agosto/19

Notícias do Setor (349)
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Os primeiros cinco dias úteis do mês de agosto foram de negociações muito aquecidas para a exportação de carne suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgados nesta segunda-feira (10), o volume embarcado nesta primeira semana do mês representa em torno de 62% do total exportado em agosto de 2019. Da mesma forma, a receita obtida com as vendas somou 60% na comparação com a arrecadação com a venda do produto no exterior no mesmo mês do ano passado.

De acordo com o analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, como a primeira semana do mês já apresentou resultado surpreendente positivamente, é possível que o mês de agosto supere o recorde de 2020 estabelecido em maio, passando das 90,7 mil toneladas embarcadas.

O faturamento na primeira semana de agosto com as exportações de carne suína foi de US$ 66.127.830, cerca de 60,6% da receita com a venda do produto em agosto de 2019, que foi de US$ 109.114.071.

As 30..365.135 toneladas exportadas por enquanto representam 61,96% do volume embarcado no mesmo mês do ano passado, 49.003.544 toneladas.

A média diária paga pela carne suína exportada no começo deste mês foi de US$ 13.225.566, quantia 166,66% superior ao valor de US$ 4.959.730, praticados no mesmo mês do ano passado.

As toneladas por média diária embarcada suína, 6.073.027 até quinto dia útil do mês, são 172,65% maiores do que as 2.227.433 registradas em agosto de 2019.

Em relação ao preço pago por tonelada, o recuo em agosto está estimado em 2,20%, quando comparados os US$ 2.177.755 praticados atualmente contra os US$ 2.226.656 no mesmo mês do ano passado.

Travagini afirma que a China continua puxando as exportações brasileiras, fazendo estoques e se programando para feriado do Ano Novo Chinês.

"Nunca tínhamos visto um cenário da China comprando tanta carne suína como agora. Apesar de vermos um recuo no preço pago por tonelada, isso se explica basicamente pelo dólar, que ficou com a média um pouco maior do que foi em julho, em torno de R$ 5,40. Dessa forma, as indústrias negociam melhor e conseguem receber mais em reais", explica.

Fonte: Notícias Agrícolas

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